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FibroScan ou Elastografia Hepática: Qual a Diferença?

  • Foto do escritor: Livia Linhares
    Livia Linhares
  • 14 de jun.
  • 4 min de leitura

Muitos pacientes chegam ao consultório perguntando: "Doutora, preciso fazer FibroScan ou elastografia hepática?". Essa dúvida é muito comum, mas a resposta é mais simples do que parece.

Na verdade, FibroScan é um tipo de elastografia hepática. Ou seja, não são exames concorrentes, mas tecnologias diferentes que têm o mesmo objetivo: avaliar a rigidez do fígado de forma não invasiva.


O que é a elastografia hepática?

A elastografia hepática é um exame que mede a rigidez do fígado. Quanto maior a rigidez, maior a chance de existir fibrose (cicatrização do fígado), que pode ocorrer em diversas doenças hepáticas, como:

  • Esteatose hepática (gordura no fígado);

  • Hepatites virais B e C;

  • Doença hepática relacionada ao álcool;

  • Hepatites autoimunes;

  • Colangites e outras doenças crônicas do fígado.

A grande vantagem da elastografia é permitir a avaliação da fibrose sem a necessidade de biópsia na maioria dos casos.


O que é o FibroScan?

O FibroScan é um equipamento desenvolvido especificamente para medir a rigidez hepática através de uma técnica chamada elastografia transitória.

O exame é rápido, indolor e realizado através de uma sonda posicionada entre as costelas. Em poucos minutos, é possível obter uma estimativa da rigidez do fígado e, em muitos casos, também avaliar a presença de gordura hepática.

Por ter sido uma das primeiras tecnologias disponíveis, o nome FibroScan tornou-se muito conhecido e, frequentemente, é utilizado pelos pacientes como sinônimo de elastografia.

O que é a elastografia realizada no ultrassom?

Os aparelhos modernos de ultrassonografia podem incorporar tecnologias avançadas de elastografia, como a elastografia por ondas de cisalhamento bidimensional (2D-SWE).

Nesse caso, o médico realiza simultaneamente:

  • Ultrassonografia abdominal;

  • Avaliação morfológica do fígado;

  • Pesquisa de nódulos hepáticos;

  • Avaliação do sistema portal;

  • Medida da rigidez hepática.

Como o exame é guiado por imagem em tempo real, é possível selecionar cuidadosamente a área a ser analisada, evitando vasos sanguíneos, lesões e outras estruturas que possam interferir na medida.


Qual exame é melhor?

Tanto o FibroScan quanto as técnicas modernas de elastografia por ultrassom apresentam excelente desempenho para avaliar fibrose hepática.

A escolha depende de fatores como:

  • Disponibilidade do equipamento;

  • Experiência da equipe;

  • Características do paciente;

  • Necessidade de realizar avaliação ultrassonográfica completa do abdome.

Em muitos centros especializados, a elastografia realizada durante a ultrassonografia tem sido cada vez mais utilizada por permitir uma avaliação mais abrangente do fígado em um único exame.


Quando a elastografia é indicada?

A elastografia pode ser recomendada para pacientes com:

✔ Gordura no fígado (esteatose hepática);

✔ Hepatites virais;

✔ Consumo excessivo de álcool;

✔ Alterações persistentes das enzimas hepáticas;

✔ Doenças autoimunes do fígado;

✔ Acompanhamento após tratamento de doenças hepáticas.

Além disso, o exame pode ser utilizado para monitorar a evolução da fibrose ao longo do tempo, auxiliando na tomada de decisões terapêuticas.


O FibroScan é uma das formas de realizar a elastografia hepática. Ambas as tecnologias têm como objetivo avaliar a saúde do fígado de forma rápida, segura e não invasiva. Atualmente, a elastografia tornou-se uma ferramenta fundamental no diagnóstico e acompanhamento das principais doenças hepáticas, contribuindo para a detecção precoce da fibrose e para um tratamento mais adequado de cada paciente.

Se você possui alguma doença do fígado ou recebeu o diagnóstico de gordura hepática, converse com seu hepatologista para saber se a elastografia pode fazer parte da sua avaliação.

O exame substitui a biópsia do fígado?

Em muitos casos, ele reduz a necessidade de biópsia, mas não elimina esse recurso em todas as situações. Esse é um ponto importante para evitar expectativas irreais.

Quando a história clínica, os exames laboratoriais e a elastografia apontam de forma coerente para um determinado estágio de doença, frequentemente é possível conduzir o caso sem biópsia. No entanto, se houver resultados conflitantes, suspeita de doenças associadas, necessidade de definição diagnóstica mais precisa ou dúvida sobre atividade inflamatória, a biópsia ainda pode ser necessária.

A medicina do fígado raramente se baseia em um único dado. O valor da elastografia está justamente em oferecer informação relevante de forma segura e não invasiva, dentro de uma avaliação individualizada.

Como se preparar e o que esperar do resultado

Em geral, o preparo é simples, com orientação de jejum por algumas horas conforme o protocolo do serviço. O exame costuma ser rápido e o paciente geralmente retoma suas atividades em seguida.

O resultado não deve ser lido como uma sentença isolada, especialmente quando aparecem números, faixas ou termos como fibrose leve, moderada ou avançada. Esses achados precisam ser interpretados no contexto do quadro clínico. Um mesmo valor pode ter significado diferente conforme a doença de base, o grau de inflamação, o peso do paciente e a qualidade técnica das medições.

Por isso, o ideal é que a elastografia seja solicitada e analisada por um profissional habituado ao cuidado de doenças hepáticas. Em um acompanhamento especializado, o exame deixa de ser apenas um número e passa a orientar condutas reais, como necessidade de tratamento, frequência de monitoramento e investigação de complicações.

Quando vale procurar um hepatologista

Se você recebeu um pedido de elastografia, teve alteração em exames do fígado, descobriu esteatose hepática ou já tem diagnóstico de hepatite, cirrose ou nódulo hepático, a avaliação com hepatologista ajuda a colocar cada informação no lugar certo. Muitas vezes, a ansiedade vem menos do exame em si e mais da incerteza sobre o que ele significa.

Um cuidado especializado permite definir se o objetivo é rastrear fibrose, acompanhar uma doença já conhecida, avaliar risco de progressão ou esclarecer um achado que ainda está mal definido. Em Fortaleza, a Dra. Livia Carone atua com foco em hepatologia e elastografia hepática, integrando exame e avaliação clínica de forma individualizada.

Entender a diferença entre nomes, tecnologias e indicações é útil, mas o que realmente muda o desfecho é usar o exame certo, no momento certo, para responder à pergunta clínica certa. Quando o fígado pede atenção, clareza no diagnóstico faz toda a diferença.

 
 
 

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Dra. Lívia Carone

Hepatologia e Elastografia

CRM 10760 |  RQE 6416 | RQE 6415

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