Câncer de Fígado: O Que É, Como Diagnosticar e Quais São as Opções de Tratamento?
O câncer de fígado ocorre quando células hepáticas passam a se multiplicar de forma descontrolada, formando um tumor. O tipo mais comum é o carcinoma hepatocelular (CHC), responsável pela grande maioria dos casos.
A maior parte dos pacientes que desenvolvem câncer de fígado já possui alguma doença hepática crônica, especialmente cirrose.
Quem tem maior risco?
Os principais fatores de risco são:
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Cirrose hepática
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Hepatite B crônica
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Hepatite C crônica
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Gordura no fígado associada à obesidade e diabetes (MASLD/MASH)
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Consumo excessivo de álcool
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Algumas doenças hepáticas hereditárias
Por esse motivo, pacientes com doenças crônicas do fígado devem realizar acompanhamento regular.
Quais são os sintomas?
Nas fases iniciais, o câncer de fígado geralmente não causa sintomas.
Quando presentes, podem incluir:
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Dor abdominal
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Perda de peso
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Falta de apetite
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Cansaço
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Aumento do abdome
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Pele e olhos amarelados
Como os sintomas costumam surgir tardiamente, o diagnóstico precoce é fundamental.
Como é feito o rastreamento?
Pacientes com cirrose e outros grupos de risco devem realizar ultrassonografia abdominal a cada seis meses, permitindo identificar tumores ainda pequenos e potencialmente curáveis.
Como é feito o diagnóstico?
Quando um nódulo é identificado, podem ser necessários exames complementares como:
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Ultrassonografia
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Tomografia computadorizada
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Ressonância magnética
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Exames laboratoriais
Em muitos casos, o diagnóstico pode ser confirmado apenas pelos exames de imagem, sem necessidade de biópsia.
Qual a importância da elastografia?
A elastografia hepática é uma ferramenta importante para identificar pacientes com fibrose avançada e cirrose, que apresentam maior risco de desenvolver câncer de fígado.
Além disso, permite acompanhar a evolução das doenças hepáticas crônicas e auxiliar na definição de quais pacientes necessitam de vigilância mais rigorosa.
Por ser um exame rápido, indolor e não invasivo, tornou-se parte fundamental da avaliação moderna dos pacientes com hepatopatias crônicas.
O câncer de fígado tem cura?
Sim. Quando diagnosticado precocemente, existem tratamentos com potencial curativo, incluindo:
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Cirurgia para retirada do tumor
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Ablação percutânea
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Transplante hepático
Nos casos mais avançados, tratamentos como quimioembolização, radioembolização, terapias-alvo e imunoterapia podem controlar a doença e aumentar a sobrevida.
É possível prevenir?
Muitos casos podem ser evitados por meio do tratamento adequado das doenças hepáticas e do acompanhamento regular dos pacientes de risco.
Algumas medidas importantes incluem:
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Vacinação contra hepatite B
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Tratamento das hepatites virais
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Controle da obesidade e do diabetes
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Redução do consumo de álcool
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Realização periódica da ultrassonografia e da elastografia quando indicadas
Quando procurar um hepatologista?
Pacientes com cirrose, hepatites virais, gordura no fígado ou histórico de doença hepática devem realizar acompanhamento especializado.
A detecção precoce continua sendo a principal estratégia para aumentar as chances de cura do câncer de fígado e preservar a qualidade de vida.
